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Já fazia Pães antes, mas nada se compara com os que faço agora.

Me chamo Liliana, sou Argentina, moro no Brasil há aproximadamente 25 anos. Cresci numa família humilde, meu pai trabalhava na estrada de ferro e a cada 2 anos íamos mudando de localidade para ele ir escalando posições.

O que  sempre nos acompanhava era a certeza de uma boa comida, caseira e, na medida do possível, com bons ingredientes. Minha mãe é filha de imigrantes alemães e meu pai, de italianos e, devido a termos morado muito tempo no interior, em casa se fazia todo (conservas com frutas da estação,  molho de tomate, pães, bolos). 

Quando cheguei em Florianópolis, em ’94, senti falta de alguns sabores, da padaria… Meu sonho, sempre foi ter uma padaria, mas nunca me acompanharam na idéia. Para meu marido a pergunta era: cômo eu, com doutorado, pensava me dedicar a fazer pães? ….

Em março deste ano, se não me engano, assisti  por primeira vez alguns episódios da “semana do melhor pão do mundo”. Amei, mas não estavam dadas as condições, com viagem marcada para passar 3 meses na Alemanha… enfim.Em maio, quando saiu novamente o evento assisti novamente e ao Marçal Rodrigo falando da sua experiência e pensei: é a minha vez.

O dia que abriram as inscrições, às 6 da manhã comprei o Panifique-se, sem falar nada para meu marido. Enquanto isso, em casa só se respirava Nanda. No dia seguinte, meu marido me disse: olha, se queres fazer o curso dessa mulher, podes… o que ele não sabia é que minha inscrição já tinha sido feita…. quero frisar que ele não é machista, só pensou em mais um hobby, mais cacarecos dando voltas, afinal já não moramos mais numa casa mas em ap… 

Já fazia pães antes. Não como os que faço agora. Muitas vezes aproveitava os grãos q sobravam da fabricação de cerveja ( sim, eu tb fabriquei cerveja) e adicionava sementes de abóbora nesses pães pois me fazia lembrar os pães alemães. 
Como todos, quis fazer meu primeiro pão com o conteúdo da “semana” é o resultado foi disco voador cavernoso nojento…. por quê? Por não ter seguido parâmetros, por não ter tido paciência…. enfim, 2 dias depois tentei novamente.

O pão sai melhor. Dessa vez apliquei algumas coisas da “semana”, à receita de outra pessoa que na Argentina estava/está  bombando e que eu não conseguia que desse 100% certo (depois entendi de farinha e hidratação, embora já suspeitava). Cá entre nós, nunca consegui que uma receita dele desse certo, sempre tinha que modificar alguma coisa, principalmente a hidratação.

Quando em junho meus amigos souberam que estava fazendo fermentação natural e provaram, me encorajaram a vender e repassaram tb para seus conhecidos. É muuuuuiiito gratificante que aqueles que provam se surpreendem com o sabor: é pão com gosto de pão. 

Agora vão as imagens a primeira eram pães mais achatados, miolo não apertado e mais úmidos. A 2º e a 3º são meus pães de agora. Já com termômetros, banneton, farinha biorgânica…. todo mudou!

É eu ganhando cada vez mais confiança pois afinal, como diz minha amiga Regina, se é Nanda, é bom!!!!  Por isso e muito mais sou agradecida a você, ao Rodrigo,  à Malu e agora aos anjos, por estar conosco, pela disponibilização dos materiais,  pelo capricho na construção dos videos e por compartilhar conosco seu conhecimento! Muchas gracias😍!!!!! Um abraço virtual bem apertado!

Antes e Depois da Liliana.

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