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O que mais nos impressionou foi o sabor: muito menos ácido que os pães anteriores

Meu nome é Lucimara Maeda, tenho 47 anos (muito bem vividos), moro em Ponta Grossa (Paraná), sou mãe, médica (radiologista) e artesã. Minha família é composta pela minha cara metade, Nilo e dois filhos adolescentes (que se descobriram gourmet com o Panifique-se): Murilo e Lucas (13 e 11 anos). 

Sempre gostei muito de comer, logo, cozinhar me dava a liberdade de escolher o que iriamos comer. Apesar de minha mãe cozinhar muito bem, ela nunca teve o hábito (ou a paciência) para me ensinar. Escolhi uma receita de um pão de calabresa, e executei conforme o modo de fazer. Não tinha a menor idéia de como sovar, muito menos como fazer o pão crescer. Após algumas horas, levamos o pão para assar, e o resultado não poderia ter sido outro…era um pão tão duro e pesado, que a brincadeira era que se caisse poderia até matar um cachorro. Mas conforme as regras, tinhamos que consumi-lo antes de fazer a próxima receita. A solução foi literalmente ir comendo as beiradas… comiamos a casca, e a cada “descascada” colocavamos o pão novamente no forno para formar nova casca.

Depois desta experiência nunca mais me arrisquei a fazer pães na vida. Até que uma amiga me presenteou com seus pães de levain. Em casa ficamos todos encantados com o sabor, mas como ela não comercializava, tinhamos que esperar a sorte para sermos presenteados novamente. Um dia esta amiga me convidou a passar um dia com ela, pois ela iria ensinar um amigo em comum a fazer o pão com levain. Sem a menor pretensão de conseguir aprender ou ter tempo para continuar fazendo, aceitei o convite de imediato, afinal, a companhia seria boa e o bom almoço garantido.

Foi um dia marcante, onde fui introduzida ao mundo do levain e a todo vocabulário que o cerca: ativar fermento, autólise,  hidratação, rede de gluten, ponto de véu, mistura, dobras, modelagem, corte, pestana, barriga, forno!  Voltei para casa com uma muda do levain e um pão no cesto que deveria ser assado após horas de fermentação na geladeira. Não sabia ver o ponto de fermentação, então quando achei que tinha crescido, virei, cortei e assei.

A emoção do primeiro pão é indescritivel (o primeiro traumatizante eu nem conto!). E para minha surpresa, me vi motivada a continuar fazendo pães. Mas as duvidas eram muitas, e não podia ficar incomodando tanto a minha amiga. Foi então que navegando no youtube me deparei com os videos da Nanda, e a propaganda de lançamento do melhor pão do mundo.

Participei, afinal era gratuito, e confesso que roubei. Enquanto todos faziam seu proprio levain a partir da farinha de centeio, minha muda ja estava na geladeira, esperando o video do pão propriamente dito. Fiz exatamente como a Fernanda ensinava, e no dia seguinte, depois que assei, consegui o melhor pão do mundo. Lindo, crescido, barrigudo, caramelizado… e com um topete invejável!!!

Mas o que mais nos impressionou foi o sabor: muito menos ácido que os pães anteriores (que nós achavamos maravilhoso). E por tudo isso resolvi me inscrever ja no primeiro dia para o mundo panifique-se!!!

No inicio do curso que coincidiu com o início da pandemia, eu literalmente fiquei 30 dias em casa sem trabalhar, e praticamente fazia os pães do curso a cada dois dias. Meu fermento estava forte, e meus pães cada vez mais bonitos. E a família se apaixonado pelo sabor. A pandemia não acabou, mas eu voltei a trabalhar. E os pães acabaram ficando limitados a produção de sábado. Eles sentiram… começaram a esparramar, mas eu não achava que era o levain, que agora era alimentado somente para a produção do sábado.

Precisávamos aumentar a frequência da alimentação, e com isso acabamos envolvendo toda a família. Nilo (que atualmente trabalha em home office) e os meninos (que estão em EAD) são responsáveis pela alimentação do levain no começo da tarde, e fazerem a autólise. Eu começo a  mistura a massa e fazer as dobras no final da tarde, assim que chego em casa do trabalho. Feita a modelagem os pães vão para geladeira (sempre faço dois, para aproveitar melhor o forno, pois consigo assar dois de cada vez), enquanto a gente vai dormir também. No dia seguinte, Nilo testa a fermentação junto comigo (via live) e faz o corte (se o corte for a assinatura do padeiro, a dele e invejável, anos luz melhor que a minha) e assa.

Além de estarmos sempre saboreando o melhor pão do mundo, ainda conseguimos literalmente compartilhar o nosso pão com os amigos. O panifique-se realmente tirou meu trauma e me provou que eu também posso fazer pães de levain e pães enriquecidos (pois a Nanda nos presenteia com vários pães utilizando fermento biológico industrializado).

Com seu método,  nos ensinou a conhecer todo o processo, inclusive tentando podendo controlar o tempo e  a temperatura a nosso favor. Além dos pães, desenvolveu o hábito de cozinharmos em família, sendo todos responsáveis pelo resultado final.

E a partir do pão, vieram os acompanhamentos feito em casa com matéria prima de qualidade (afinal de contas, a gente merece comer bem), e o (re)nascer em cada um de nós do nosso lado gourmet (poucas pessoas tem a oportunidade de discutir sobre a acidez do pão, o sabor de cada farinha, o tamanho dos álveolos… os demais pratos são consequência deste novo olhar crítico). 

Obrigada, Nanda, Rodrigo,  Malu e toda equipe do Panifique-se: vocês nos provaram, através do exemplo da sua família e do método  panifique-se,  que a cozinha é capaz de unir famílias! E o resultado disso só poderia ser “o melhor pão do mundo”!!!

Antes e Depois da Lucimara.

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