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É uma sensação incrível poder fazer os meus próprios pães, saber o que estou comendo e nunca mais ter passado mal com isso.

Meu nome é Viviani Barini. Sou paralegal de marcas e patentes de profissão, tradutora e intérprete de formação, mas padeira e cozinheira de coração. Nasci em São Paulo, capital e desde então moro no mesmo lugar.

Acabei mergulhando de cabeça no mundo dos pães depois que minha nutricionista só me liberou comer coisas sem glúten porque eu reclamava de inchaço, má digestão, entre outras coisas, mas nenhum médico chegou a confirmar o diagnóstico de intolerância a glúten.

Como sempre gostei de pães e a Nanda (que eu já seguia desde 2018) sempre falava que a fermentação longa era mais benéfica, comecei a pesquisar sobre isso, sobre o tal do levain, os pães feitos em casa, e decidi que se eu não queria passar a vida comendo aquelas borrachas que são os pães sem glúten do mercado, ia ter que fazer os meus próprios pães.

Peguei receitas aqui e ali na internet, fazia com fermento biológico seco mesmo. Eles saíam gostosos, mas eu achava que ficavam muito amassados e que podiam melhorar, ainda mais que eu tinha que me dedicar MUITO durante todo o processo para conseguir desenvolver o glúten na massa, então eram várias horas de trabalho ativo que me deixavam exausta e com um resultado não tão satisfatório.

Enfim vi que a Nanda abriu a Semana do Melhor Pão do Mundo em março de 2020. Não consegui acompanhar a semana, mas como a pandemia havia começado, eu teria mais horas em casa (economizadas do transporte) e precisava melhorar os meus pães para ajudar na renda de casa, resolvi me inscrever no Panifique-se, ainda mais que teriam vários bônus, era um tempo grande de acesso e já havia ouvido algumas pessoas falando muito bem do curso em alguns grupos de pão.

A minha vida deu uma reviravolta completa com o curso. Aprendi coisas que nem imaginava que seriam relevantes, como temperatura da massa, temperatura da geladeira, um processo que permitia que eu me programasse e não ficasse escrava dos pães, exausta por horas, além de me dar a independência para criar as minhas próprias receitas, já que eu sabia a função dos ingredientes e em que momento eles poderiam entrar na massa.

Na minha casa, todos apoiaram, adoraram a ideia de sempre ter pão fresquinho e que não dava aquela sensação de estufamento, e minha mãe também começou a aprender.

É uma sensação incrível poder fazer os meus próprios pães, saber o que estou comendo e nunca mais ter passado mal com isso, além de ser incrivelmente terapêutico.

Depois de um dia ou de uma semana exaustiva de trabalho, o que eu mais quero é ficar sozinha em silêncio com uma massa, que me dá um sentimento incrível de paz e de estar centrada.

Além de tudo, montei um pequeno negócio e faço pães por encomenda, o que tem ajudado bastante em casa; ainda é uma coisa pequena, mas nunca imaginei que eu chegaria aqui, e com certeza sem o Panifique-se e sem a Nanda, essa professora maravilhosa, talvez não tivesse mesmo.

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